orkut, minha primeira rede social chega ao seu fim

Minha primeira rede social chega ao seu fim. Deixo minha homenagem à rede que me deu amigos, risadas e scraps pra encher folhas de papel até a lua!

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3 Filmes para se inspirar e ir viajar

Domingo, o dia da preguiça, normalmente é usado para guardar energia para aguentar a semana que está prestes a começar. Para ajudar, nada melhor que encostar em um lugar confortável e ver um filme.

Antes que seu filme comece, peço que se lembre daquele seu álbum de fotos, daquela última viagem e tente imaginar aquelas paisagens das montanhas, do mar, os aromas e todas as pessoas interessantes que você conheceu. Por exemplo,  aquele coreano que mal falava inglês e estava indo dar a volta ao mundo sozinho. Ele tinha 29 anos e era extremamente tímido, porém um excelente fotógrafo. Acompanhei pelo facebook as fotos de todos os cantos do mundo em que ele passeou. Sim, ele conseguiu e voltou vivo, porém já não era o mesmo jovem que deixou seu país e foi encarar o mundo com sua mochila, seus óculos de armação grossa e sua câmera fotográfica.
Eu, Dennis (Alemanha) e Ho (Coréia do Sul), no Machu Picchu – Peru (2011)

São momentos assim que renovam nossas energias e neles descobrimos mais sobre nós mesmos. E ainda saímos debaixo das centenas de páginas de calendário que o tempo derrubou sobre nossos sonhos.

Dessa forma, eu venho te sugerir algumas opções para que você assista nesse domingo ou outro dia, e se inspire a dar um passo fora da sua zona de conforto, e rumar em breve para algum lugar que sempre teve vontade de conhecer.

Lista de filmes para se inspirar e ir viajar

1. Diário de Motocicleta (2004)


Sinopse: Um estudante de medicina chamado  Ernesto “Che” Guevara decide sair pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado numa moto. Acaba não só descobrindo outros países e cultura, mas também, uma parte dele mesmo, começa a formar o líder de uma revolução futuramente.

Citação: “Wandering around our America has changed me more than I thought. I am not me any more. At least I’m not the same me I was.

Meu comentário: Esse filme me surpreendeu a primeira vez que o vi, e também na segunda. Tem 10 anos que saiu, mas vale a pena rever para relembrar.

Trailer:



2. Na Natureza Selvagem (Into the Wild) – 2007


Sinopse: Baseado na história de Christopher McCandless, americano, 22, que sai sozinho pelo país após se graduar numa renomeada faculdade da Georgia. Antes de partir, doa todas suas economias à caridade e abandona em segredo sua família. Em seguida parte em sua jornada, livre do capitalismo e longe da sociedade corupta. O filme leva a muitas reflexões sobre o modo que vivemos e a insensibilidade alheia do homem.

Citação:(…) the core of man’s spirit comes from new experiences.

Meu comentário: Meu filme preferido e trilha sonora impecável. Perdi a conta de quanta vezes já o vi. 30? 

Trailer:


3. A vida secreta da Walter Mitty (2013)



Sinopse: O personagem deve buscar um item para a confeccão da última capa de uma famosa revista. Neste momento crucial, Walter se vê forçado a deixar de lado suas aventuras imaginárias e enfrentar algo no mundo real.

Citação: “Life is about courage and going into the unknown.”

Meu comentário: História e a trilha sonora fantásticas, me impressionou pelos efeitos, combinação OST/Cena e atuação do personagem principal. Não poderia ser ninguém mais. Mais um comentário, YOU MUST WATCH IT!

Trailer

– . – . – . –


Um site que você vai querer olhar assim que acabar de ver qualquer um dos filmes acima: http://www.mochileiros.com/  

Espero que gostem dos filmes, há muitas mensagens e pensamentos em cada um deles para se absorver. Para isso, vou deixar as palavras do meu amigo, e também autor do G88 é o texto dele com um assunto similar ao deste para complementar a ideia. 
Clique no Link ou na imagem para ler: Escreva este texto por mim!

Um bom resto de domingo e desde já, espero que no domingo seguinte, você esteja de mochila nas costas indo para algum lugar novo ou ao menos de passagens compradas para um destino qualquer.

Outra coisa, assim que voltar de sua viagem, envie um texto para geracao1988@gmail.com, ele pode ser escolhido para ser postado no G88 contando sua aventura, contamos com vocês!





1 ano de G88 | Uma seleção dos nossos dez melhores textos

Já passa da meia noite, mas essa postagem veio para comemorar. No dia 8/ 12/ 2013 foi publicado nosso primeiro texto. Hoje tenho a missão de trazer os dez textos mais acessados do blog nesse primeiro ano. Uma forma bonita de inaugurar meu cantinho aqui no blog em 2014. Aqui estão eles (clica no título pra ler o texto):
O texto com mais acessos tratava da angústia de uma geração. Foi um texto traduzido e republicado, mas que tinha tudo a ver com a gente porque reflete exatamente o que a gente quer discutir: a nossa geração. 
Em novembro encontramos a polêmica do camarote. Dinheiro, fama, carros importados, a “bebida que pisca” e o famigerado Instagram. Virou piada, virou meme… E serviu para que encarássemos uma verdade inconveniente: em linhas gerais, em nossa sociedade, damos muito valor ao camarote.
Aos vinte e poucos, como seria um bom anfitrião? O que se pode fazer em redes sociais? Como lidar com a tecnologia? Pensamos em 10 questões que retratam a nossa geração.
#4 – 12:18
Nossa tag Arte Minuto foi inaugurada com um texto de ficção. O que fizeram João, Maria, Pedro, Eduarda e tantos outros personagens entre o giro lento do ponteiro dos segundos?
#5 – Y = 88
Carta à geração Y, pensando em nosso nó. O que nos une é o ano de 1988 e as pessoas que nasceram e viveram nesse período pós-ditadura, no final dos anos 80 e no início dos anos 90.
Poema do Arte Minuto. Fiquei pensando em como descrever, mas se quiser um conselho, caro leitor, clique e leia. Apenas.
#7 – BROMELIÁRIO
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é o cenário dessa crônica. E uma francesinha em seu mundo de inocência é a personagem principal: não tem como não amar.
O aplicativo Lulu dividiu opiniões, mas uma coisa é certa: se fez presente em 10 de cada 10 conversas de bar. Olhando além dos cliques e das hashtags, há mais do que um aplicativo.
Parece mentira, mas não é: pesquisas do Google mostram que ainda há quem afirme que lugar de mulher é na cozinha e que mulheres não deveriam ter direitos. O pensamento é medieval e a mudança é lenta. 
Carta para Antônio foi um presente da leitora Alexandra Del’Amore para o Leitor G88. O texto dela é tão bom que mereceu até resposta. Uma linda história de amor entre dois estranhos fictícios: Antônio e Helena.

Imagem encontrada (com toda a sinceridade do mundo) em pesquisa no Google
Bom, aqui estão os dez textos mais lidos nesse primeiro ano. Tenho a missão de agradecer a companhia de todos os cliques, compartilhamentos e comentários. E também a companhia muda daqueles que não se manifestam. Muito obrigada a todos vocês. Seu apoio é fundamental.
Ah… Lembrando que quem quiser participar do Leitor G88 deve enviar o texto pra gente que assim que der ele será lido e apadrinhado por um de nós.

Amores revisados

Esta crônica é, na verdade, uma revisão, uma reavaliação. Dias depois de escrever a crônica dos Amores Polímeros resolvi assistir novamente ao filme Grand PrixMuitas das primeiras impressões continuam: excelente fotografia, excelente a captação do som dos motores, nas retas, nas desacelerações, nas descidas, nas trocas de marcha.

Françoise, não te amo mais.

Tudo isso continua me impressionando, sobretudo para um filme de 1966, a qualidade de som e de imagem justificam as três estatuetas recebidas: edição, som e efeitos sonoros. De fato, o diretor John Frankenheimer criou técnicas revolucionárias para a época, usadas até hoje: câmeras on-board, imagens aéreas com helicópteros e tela dividida, criando imagens caleidoscópicas de detalhes como as fissuras dos pneus.

Todos esses detalhes ofuscam as tramas do enredo, que se entrelaçam aos aspectos automobilísticos. O ponto culminante, por exemplo, se passa na parte do oval do autódromo de Monza, quando o personagem Jean-Pierre Sarti (Yves Montand) perde o controle de sua Ferrari, que decola, matando o piloto e dando o título ao mocinho Pete Aron (James Garner).

Excelente filme. Continuo recomendando para quem gosta de carros e de Fórmula 1. Esta minha recomendação, porém, vem agora sem o aviso anterior. Não se preocupem com uma eventual paixão por Fraçoise Hardy, hoje creio que isso é improvável.

Como disse na crônica anterior, Françoise Hardy foi uma paixão platônica para mim. Essa paixão ficou, então, congelada, conjugada num tempo passado e imemorial, um tempo em que ela era ainda jovem, um tempo em que eu assistira ao filme. Ocorre que, a minha Françoise Hardy ficou assim, congelada nos rolos de filme super panavision 70″, com sua beleza intacta, em suas poucas falas se ouve um inglês carregado pelo sotaque francês numa voz suave, quase sussurrada. 

E eu me pergunto, ao rever o filme, e ao revê-la: por que me apaixonei por ela? Qual foi o detalhe, a fala ou o olhar que me prendeu nesse visgo? Hoje não consigo mais compreender, e o principal: constatei que não há mais paixão alguma, amor platônico algum, passou, estou curado. Não amo mais Françoise Hardy. 

“Grand Prix” DVD, 2006.

 © Turner Entertainment and 

Warner Brothers Entertainment

Enquanto aquelas imagens ficaram gravadas nos rolos de filmes, dentro de latas num depósito, remasterizadas posteriormente para um VHS ou DVD, muita coisa se passou… Meus pais se conheceram, se casaram, minhas irmãs nasceram, eu nasci… Françoise se casou, teve um filho, envelheceu… Caíram tantos paradigmas como quantos novos surgiram, passaram os anos de 1968, 1988, quarenta e sete deles se passaram.

As imagens do Grand Prix contêm ainda a mesma Françoise (sua personagem se chamava Lisa), este espectador, porém, mudou desde a última vez que viu o filme. Vi outros filmes, colecionei outros amores platônicos, ouvi outras músicas, tentei aprender a tocar alguns instrumentos – sem sucesso -, tentei aprender alguns idiomas – também sem sucesso -, fiz uma faculdade, estudei, ralei, trabalhei muito como estagiário, como funcionário de um Ministério, como advogado, como professor, li alguns livros – mais técnicos do que literários, infelizmente -, fiz coisas das quais me orgulhei e me orgulho, e outras que me arrependi e que me cobram uma parcela da felicidade diária como preço a cada manhã.

E a cada manhã, quando o arrependimento vem assim buscar a sua quota, penso nas possibilidades deixadas para trás, sob a forma de caminhos preteridos, não trilhados, e já não adianta mais. Saber que não se deve chorar o tal leite derramado não é garantia alguma de não derramar também algumas lágrimas. Temos essa sorte e esse fardo de sermos escravos da nossa própria liberdade (qual filósofo disse isso mesmo?) e vamos acumulando coisas, num maleiro, numa mala, numa consciência.

Nesse passo fui seguindo a minha vida, com um pouco de sorte e alguma galhardia as coisas foram em sua maioria dando certo. Acumulei bons amigos – os melhores -, alguns amores – que nunca, nunca, passaram, só mudaram de forma e/ou significado -, algumas decepções, porém, e quem nunca se enganou redondamente, não é mesmo? O fato é que o saldo é positivo, e já não sou o mesmo. 

Rever o filme não me colocou diante da mesma Françoise, me colocou diante de uma antiga versão de mim, que não mais me serve, um molde em que não caibo, não mais.

Gosto de repetir a frase que até hoje não sei se é de Ferreira Gullar ou do meu antigo professor de Teoria Geral do Processo: “as coisas mudam, assim como as peras amadurecem: lentamente, e para sempre.”

É bom saber que, entre as tais transformações, a maioria é sem dúvida muito positiva e proveitosa. É bom saber, também, que algumas coisas – a minoria, é claro – não mudam. Alguns amores não mudam, algumas amizades não mudam, alguns sonhos também não mudam. 

Acho que Grand Prix nunca foi um filme tão existencial. Talvez, nessa ocasião, a Ferrari de Jean-Pierre tenha despencado não do oval de Monza para o chão. Talvez tenha decolado do oval para resvalar no tal “abismo que é pensar e sentir.” 

Novos aplicativos, velhas ideias

Foto: divulgação/Lulu
Durante este último final de semana uma notícia abalou o universo masculino – aquele ambiente inóspito, feito por bares, mesas de sinuca, fartos pedaços de comida gordurosa, onde se bebe cerveja em medidas de litros. Surgiu um tal aplicativo em que as mulheres nos avaliam. Novidades (quase) sempre nos assustam, mas é só uma questão de racionalizar: ora, essa mesma atividade de avaliar os homens já era praticada há muito, fora do ambiente virtual, nos banheiros femininos, nas rodas femininas, nos salões de beleza. Estou mentindo? Creio que não.

A criação, porém, de um aplicativo que tenha exclusivamente este objetivo cria algumas situações inusitadas, novas para o homem, engraçadas até, mas que logo se tornam um pouco preocupantes. Mas, vamos com mais vagar, para os que chegaram agora e não sabem do que estou falando vou me explicar.

Neste mundo de smartphones surgem diariamente vários programas, aplicativos, carinhosamente chamados de apps. Muitos deles funcionam a partir de um perfil de usuário já existente em redes sociais, o Facebook, por exemplo. Assim funciona o Lulu. Este aplicativo é exclusivo para as mulheres, só elas conseguem fazer o login, depois de entrarem podem avaliar seus amigos (homens) de forma objetiva, com palavras-chave (hashtags), podem também ver as avaliações que suas amigas fizeram. 

O que fica, então, é um perfil de cada uma das vítimas (homens) com sua foto de perfil do Facebook e suas hashtags positivas ou negativas. Vou usar os exemplos que encontrei no próprio site do aplicativo.

Foto: divulgação/Lulu
Este é o Lulu e o básico do seu funcionamento. Podem, como eu disse, surgir situações bastante engraçadas. Amigas que com boa vontade – ou mediante suborno mesmo – coloquem características positivas a seu respeito. É bem conveniente um #SempreCheiroso, ou mesmo um #Cavalheiro não é? Podem acreditar, estes são dos exemplos mais amenos que consegui.

De fato, as piadas não param por aí, mas a lista de coisas mais sérias vem logo adiante: as avaliações são anônimas. Sim, este é o grande ponto que permite algumas avaliações tendenciosas, ou mesmo vingativas. Blogs americanos já relatam em vários textos o uso do aplicativo para vingança. Alguém mais tranquilo dirá: mas isso é um problema? Respondo: é um problemão! Como já estabelece a nossa boa e jovem Constituição: liberdade de expressão, MAS vedado o anonimato.

Não, amigos, a lista das coisas sérias está apenas começando. A nossa geração tem convivido com bastantes formas de machismo, as mais resistentes delas, as mais arraigadas e veladas, disfarçadas de discursos morais e/ou tradicionais. Nós temos que nos policiar sempre – não no sentido de uma patrulha do politicamente correto, vai além disso – para não sermos mais repetidores de besteiras ancestrais. 

Eis que a tecnologia nos faz essas ciladas, vemos algumas das besteiras mais ancestrais do machismo aflorando agora no universo feminino: a coisificação. O que quero dizer é que este novo aplicativo permite que as mulheres (suas usuárias exclusivas) nos avaliem como objetos numa vitrine. Mesmo sabendo que, ao criar um perfil no Facebook você está criando um perfil necessariamente público, não significa que você, amigo homem, está concordando em ser avaliado dessa forma, afinal de contas você é um sujeito #ComOMínimoDeBomSenso

Amigas, não estou sendo parcial nem estou preocupado com recalques passados (descobri como não ser avaliado no aplicativo – leia até o final e ganhe um gole do Graal com o Antídoto), estou preocupado com as velhas armadilhas do machismo, com as mulheres tratando os homens como coisas, elas/vocês que não gostam de ser tratadas como tal. 

A pergunta que fica, então, é a seguinte… Onde está o problema? Na tecnologia? Nos novos aplicativos? Nos novos celulares que nos deixarão com LER daqui alguns anos? … Será?

O problema, amigos e amigas, não está no que é novo. O problema está no que é velho, no que está embutido no pacote, em forma de piadinha. O aplicativo é novo. O machismo é velho. E como nos lembra o Antônio Carlos – autor do Blog – Feminismo não é o oposto do machismo.

Eis aqui a sua salvação amigo #preocupado

A empresa desenvolvedora do aplicativo nos dá garantias a ambos os sexos: para as mulheres a garantia do anonimato; para os homens o antídoto.
Você pode entrar no site do Lulu, entrar com seu login do Facebook e solicitar que seu perfil seja excluído do paredão da avaliação. 
O G88 salva você…
  >  Link oficial para desativar seu perfil no Lulu.