Metodologia

Para ser fiel: seja livre. Para dar valor: perca. Para ter chão: voe. Para ter silêncio: ensurdeça. Para ser feliz: chore. Para ter fôlego: adoeça. Para ter saudade: volte.

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Reblogging G88: Se ela perguntar

Se ela perguntar, diga que sequer me lembro, sequer me importo, que não pergunto.
Diga que do que é passado não questiono, não menciono, nada nutro.
Que minha vida prossegue em tudo, sempre altivo, rio mais.

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Nota

Recomeço

Vou pular como num salto para o fundo 
Mirar como do palco o escuro do mundo 
Pela luz ofuscando ensurdecendo tudo

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Da ausência

É sobre ausência e, então
É sobre presença, que
O mundo de pares, pois
Em contrários explica, e
Se explica o que, sobre
Os contrários que juntos, e
Os contrários apartando, e
Os contrários somando, até
O inseparável do outro, o porém
O parêntese, o todavia
Toda a vida, o outrossim
Que lhe dê paz
e o choro nunca mais 


É sobre presença, é
E sobre ausência, seria
Já que é de pares, juntar
O que não se junta, e separa
Que o que separa soma, conjuga
Se a presença se explica, entendido
Com a ausência, que se aprende
Do que a presença é capaz, possível 
Pra fazer da sua casa uma só, mostra
De qualquer lugar onde, nossa
Do tempo que levar quando, se
Pra fazer de sorriso, só
e a tristeza nunca mais

23/02/2034

Perguntas ao futuro:
As músicas que ritmam os dias atuais trarão, ainda, o mesmo contentamento? A prece será feita com a mesma fé? O entusiasmo mede-se com a idade? É uma escala decrescente que corre em sentido oposto ao número de anos que contamos? Haverá aconchego nos livros, nos poemas, nas cartas e nas palavras de amor? Quanto tempo levamos para esquecer um amor? Quanto tempo levamos para construir um amor? O amor se constrói? Ou é como a felicidade, encontrado nas horas de descuido? Quem realmente fará diferença? Quem refutará as minhas teorias sobre o poder do tempo? A cor preferida ainda será o azul? Ou a desilusão dos dias transformará até a vitalidade das cores? Quando será a hora em que a vida ou a morte cortará o cordão de existência que me une aos meus pais? O que acontece quando morremos? Haverá tempo suficiente para viver? Haverá tempo suficiente para amar? Para dizer que se ama? Quais serão as prioridades daqui a vinte anos? O mundo ainda será tão machista? A vaidade terá corroído todos os valores? Existe a possibilidade de ficar louca? A velocidade dos pensamentos aumenta ou regride com o tempo? Haverá trabalho suficiente? E o dinheiro? Será que vai dar? E o amor que vive em mim? Existirá, ainda, amor em mim? E a água do planeta? E o aquecimento global? E a guerra civil que, na iminência do presente, precede um futuro certo e temeroso? Quantas leis engessadoras da liberdade ainda virão?  Quais drogas serão legalizadas? Quais os reais interesses em cheque nesta luta? Estará o meu amor deitado ao lado, lendo comigo este amontoado de frases desconexas escritas no ócio dominical de uma manhã de 2014? Quantos filhos terei? Terei, eu, filhos? Como eles serão? Serão parecidos comigo? E os seus nomes? Se menina nascer será Lola. Se menino for, eu gosto de Bernardo, de João, de Antônio… Qual será o penteado do momento? Estarei lecionando? Do que vou me arrepender? Daqui a vinte anos, quando ler este mesmo blog, qual a visão que terei de mim mesma? Quais serão as perguntas da vez? Quantas respostas terei encontrado?