HOW I WORK | Ricardo Lima

Salve, salve, amigos e leitores do G88.

Aderindo à proposta do Breno Ferreira trago as minhas respostas para esta entrevista. A partir das mesmas perguntas conseguimos observar como são diferentes as realidades de cada um em relação à maneira como trabalhamos.

Meu momento profissional hoje é o melhor que já tive. Reduzi drasticamente o número de horas trabalhadas e concentrei todas as minhas energias no trabalho que mais gosto: ensinar. Atualmente sou professor. 

Pasmem, já tive que responder àquela estranha pergunta: professor, o senhor só dá aulas ou também trabalha?

1. Nome e Profissão
Ricardo Lima, professor.

2. Localização
Pouso Alegre-MG e Extrema-MG, Brasil.
3. Uma palavra que descreve como você trabalha: 
Motivado. Depois de seis anos trabalhando como funcionário público sentia que me faltava motivação, não sentia que eu fazia alguma diferença. Na docência meu sentimento é diametralmente oposto, sinto que posso fazer a diferença na vida acadêmica dos meus alunos.

4. Quais Dispositivos móveis: 
iPhone 4s.
5. Qual computador: 
Laptop Dell, pessoal, para trabalho e lazer. 

6. Quais aplicativos/softwares/ferramentas não pode viver sem? Por quê? 
Estou longe de ser um geek. Me viro com o mais básico do básico. Backup em e-mail e HD externo, pacote office velho de guerra.

7. Como seu local de trabalho e área de trabalho parecem?
A sala de aula é uma boa e velha conhecida de todos, nessa parte nada de novo. Mas a maior parte do trabalho do professor não está na sala de aula, e sim na preparação dessas aulas. Meu home office é bem simples, escrivaninha, gaveteiro e prateleiras e prateleiras de livros.
8. Qual o melhor truque para economizar tempo no trabalho e no dia-a-dia?
Para isso o melhor jeito é manter o registro correto do que foi dado em cada aula e em cada sala. Ainda assim não se dispensa aquela pergunta tradicional: “onde eu parei na última aula?”.
Preparar as aulas de forma sistemática e compilada faz com que seu trabalho seja reduzido à metade no semestre seguinte.

9. Como você gerencia sua lista de tarefas?
Lista de afazeres no celular (notas do IOS) ou em papel em cima da mesa mesmo… Sou um cara bem simples mesmo, não?  

10. Qual é a sua fortaleza?
Humildade. Os professores que mais admirei foram justamente os mais humildes. Mas além disso tenho consciência de que sou muito novo e tenho ainda muito para aprender. Estar na frente de uma sala com pessoas mais velhas e, consequentemente, mais experientes, exige uma grande dose de humildade. Ensinando se aprende muito, muito mais do que se ensina. 

11. O que você escuta no trabalho?
Às vezes enquanto estudo ouço os noturnos de Chopin. Mas para higiene mental ouço Pink Floyd, Oasis, Coldplay, Milo Greene, e aquela lista do Gustavo

12. O que você está lendo atualmente?
Direitos Reais, Venosa; Direito das Obrigações, Venosa; Direito das Sucessões, Dimas Daniel (meu colega de mestrado) e Dimas Messias de Carvalho; A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera; A Cultura Mundo, Gilles Lipovetsky e Jean Serroy; Justiça, Michael J. Sandel.

Quer me dar um presente? Me dê marcadores de livros!

13. Você é mais introvertido ou extrovertido?
Extrovertido, eu acho. Mas tenho meus dias, sei lá…

14. Como é sua rotina de sono? Dicas?
Durmo muito bem. Depois do meio dia corro de tudo que possa ter cafeína, senão…

15. Qual é o melhor conselho profissional que você já recebeu?
Ouvi esse conselho de um carreirista bem inescrupuloso, mas o conselho é melhor que os exemplos dele: não espera que te peçam algo, procure você mesmo algo para fazer. Para quem espera ordens só sobram os piores trabalhos. Quem corre atrás, além de ficar com mais moral, pode escolher o que fazer.
Esse conselho não se aplica a qualquer organização, ou a qualquer trabalho, mas é bem válido quando possível de ser aplicado.
Gosto muito do texto Uma Mensagem a Garcia, me serve para repensar e ter uma postura mais pró-ativa. 

16. Há algo mais, que queria adicionar que seja interessante para os leitores?
Por incrível que isto seja para alguns, dar aulas é um trabalho, aliás, um trabalhão. Você precisa estar atento às novidades do assunto – no meu caso estar atendo às decisões dos tribunais, às publicações recentes sobre o tema – e criar uma forma lógica e clara de transmitir essas informações para os alunos.

Costumo utilizar mais frases positivas do que negativas, ou seja, explicar o que é funciona mais do que explicar o que não é. Numa aula muito longa costumo, também, não criar raciocínios muito extensos. As explicações curtas são absorvidas mais facilmente mas, é claro, precisam ser concatenadas com o todo maior da matéria depois.



Estou ansioso para ler as respostas dos meus amigos autores que também dão aulas: Gustavo e Mariana. Gostaria também de convidar nossos leitores a responderem esse questionário e, se forem da área do ensino, a trocar ideias sobre didática.


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HOW I WORK | Raphael Cobra

Seguindo a linha de posts lançada pelo Breno e aceitando o convite da Mariana aqui estou para contar um pouco sobre o meu trabalho.

1. Nome e Profissão

Raphael Cobra, Engenheiro Ambiental, mestrando em Engenharia de Produção na USP, sócio da Genos Consultoria ambiental, coordenador do Clube de Empreendedorismo de São Carlos.

2. Localização

São Carlos, SP, Brasil.

3. Uma palavra que descreve como você trabalha: 

 “Empreendedorismo” – Não pelo fato de ser sócio em uma empresa mas pelo fato de dedicar a maior parte do meu tempo tocando iniciativas para tentar fazer a diferença na sociedade.

4. Quais Dispositivos móveis: 


Uso um monte de quinquilharia eletrônica, mas o que precisa andar comigo sempre é a criatividade.


5. Qual computador: 

Os fortes entenderão…


.

6. Quais aplicativos/softwares/ferramentas não pode viver sem? Por quê? 


Infelizmente eu uso um monte de ferramentas e aplicativos: zap zap… office… essas coisas


7. Como seu local de trabalho e área de trabalho parecem?


A USP, minha casa desde 2007.
O laboratório onde faço mestrado.
Quando montamos a Genos…

Amigos visitando a Genos a filando picolés do frigobar!


8. Qual o melhor truque para economizar tempo no trabalho e no dia-a-dia?


Gestão do tempo não é o meu forte e tempo é o recurso mais escasso no meu dia a dia. Acho que só sobrevivo porque São Carlos é uma cidade pequena e por isso gasto pouco tempo me locomovendo entre os lugares (a dica é morar no interior). Ter um negócio é saber que trabalho não tem hora… o trabalho acaba entrando no seu laser e horas de descanso com muita frequência por isso é importante gostar do que se faz.

9. Como você gerencia sua lista de tarefas?

 Ainda estou tentando fazer isso…



10. Qual é a sua fortaleza?

Meus amigos e adversários podem me qualificar melhor. Eu sou muito feliz de conhecer as pessoas que eu conheço e trabalhar com aquilo que gosto.


11. O que você escuta no trabalho?


Duas dicas feras: 1) 8tracks.com    2) superplayer.fm

12. O que você está lendo atualmente?


1) De trabalho: um trilhão de artigos e livros científicos
2) Para pensar: “Revolução do amor” de Luc Ferry  – Acreditem apesar do título não é nenhum romance, é um livro bem legal e filosófico… Falando de como foram transformados os valores da sociedade depois que as pessoas passaram a poder escolher com quem se casavam ( tirando o papel da família em arranjar casamentos). Fala da sociedade onde o amor passou a ser o fator de união dos casais e o impacto disso em algum tipo de espiritualidade laica…

13. Você é mais introvertido ou extrovertido?

Os dois! Sou um Introvertido que aprendeu a sair um pouco da concha e acaba sendo considerado Extrovertido. Penso na Introversão como uma vida interna rica e que demanda uma alta dose de solidão para processamento (não tem nada a ver com tristeza). Isso se traduz em necessidade de passar alguns dias só consigo mesmo lendo e pensando, ou sair sozinho para fazer coisas como caminhar ou ir no cinema por exemplo. Extroversão em introvertidos é uma espécie de modo operacional que se desenvolve…. ajuda nas falas em público … nas palestras e debates… nas reuniões na hora de posicionar…. no networking para conhecer pessoas que são importantes para a carreira…

14. Como é sua rotina de sono? Dicas?


Todas essas perguntas estão me pintando um cara desregrado! Sobre sono eu acredito em dormir quando o corpo pede… mas ele tem que pedir com ênfase as vezes! Alterno dias de pouco sono… (as vezes zero sono)… para ficar em dia com os trabalhos com dias de muito sono e domingos preguiçosos como este.

15. Qual é o melhor conselho profissional que você já recebeu?


Se hoje eu faço o que gosto isso se deve ao fato de ter rejeitado a maioria dos conselhos profissionais que já recebi! Não dei ouvidos a quem não gostava da engenharia que fiz… não dei ouvidos a quem não gostava que eu passasse mais tempo estudando e fizesse mestrado…. não dei ouvidos a quem me queria trabalhando em uma carreira convencional de engenheiro… 
Por mais que esses “conselhos” viessem de pessoas que me amassem ou gostassem de mim… Nenhum deles conseguiu convencer o introvertido que pensa muito por si só… 
Acho que as verdadeiras lições você aprende naturalmente e não quando alguém chega e vem te moralizar com um conselho. São lições em gestos e exemplos.
Vou fechar esse post com uma lição que moldou muito do que eu faço e penso. Foi algo que meu pai, que foi engenheiro em empresas por muitos anos me disse depois de se aposentar: “No seu trabalho você vai vender os seus dias mais ensolarados que você podia estar em algum lugar jogando bola. Vai passar esses dias em um escritório fechado. É por isso que você precisa gostar do que faz. Porque quando parar de trabalhar a saúde não é a mesma para aproveitar os dias de sol. ” 






HOW I WORK | Breno Ferreira


Saudações, leitores!


O mês de Maio começou com o Dia do Trabalho, e pensando em no tema tenho o imenso prazer, honra e grande responsabilidade dar o Kick-Off nessa série de “auto-entrevistas” que bolamos para os nossos leitores do G88.
O tema da série vai ser “HOW I WORK” (Como eu trabalho) e bolamos um set de perguntas-padrão que o resto dos membros do blog vão responder também, mostrando um pouco da forma que trabalham, afinal, queremos passar um pouco da nossa loucura organização para os nossos leitores.


Breno, dando um “pontapé inicial” na série HOW I WORK do G88



HOW I WORK – por Breno Vinicius Ferreira


1. Nome e Profissão
Breno Ferreira, engenheiro na Nokia.

2. Localização
Cidade do México, DF, México.

3. Uma palavra que descreve como você trabalha: 
“Lean” – que significa “enxuto”, em português. Foi a primeira vez que fui buscar tradução para isso já absorvi tanto o termo que nunca tinha imaginado a tradução antes. Em poucas palavras, é usar só o necessário, sem sobrar e sem faltar, seja para o que tiver que ser feito.

4. Quais Dispositivos móveis: 
Celular LG Nexus 5 e um iPad.

5. Qual computador: 
Laptop Dell (work) and Macbook Pro (home).

6. Quais aplicativos/softwares/ferramentas não pode viver sem? Por quê? 
Meu querido Evernote. Usado pra guardar basicamente tudo que teria que lembrar um dia ou lembrar no dia-a-dia. Confuso? Quando e quanto gastei numa compra no exterior? Que tamanho de jeans uso nos EUA mesmo? Qual a receita médica quando fiquei doente 2 anos atrás? Que dia cheguei em Cuzco? Nomes e contatos de pessoas que anotei num papel; fotos de cartões de contatos; lista de presentes, compras, destinos de viagens; infinitas utilidades. Vale a pena criar a conta free e usar e abusar desse software.

Meu segundo é o Todoist – gerir tarefas ficou fácil com ele. Posso compartilhar projetos de viagens pessoais e de trabalho. Assim, cada um é dono de uma tarefa, e ele ainda me lembra de pagar os cartões de crédito. É incrivelmente simples, fácil e a FREE ACCOUNT cobre o básico e intermediário.
O que fez ele ganhar minha atenção é o sistema de Karma, que são estatísticas que o app gera com o seu desempenho. Você ganha pontos quando usa sempre ele, quando termina uma tarefa antes do tempo. Gera gráficos, assim você sabe de tipo de projeto anda trabalho mais e qual esta sendo deixando pra trás. Quando eu me refiro a projeto, as pessoas tendem a se confundir e pensar em coisas complexas. Na verdade é fácil, use o método S.M.A.R.T.  (google it plz) é um conceito legal e tem sido bem falado pela web para alcançar metas (perda de peso, estudo de idiomas, melhoras na academia, etc).


Para guardar todo o conteúdo web que a gente vê nos diversos aparelhos eletrônicos, tablets, celulares e computadores, optei pelo Pocket. Ele guarda a página na nuvem e sincroniza com todos os dispositivos da minha conta. Dessa forma, se estou sem internet no meu iPad, posso ver o que foi sincronizado até perder a internet e ler tudo OFFLINE! Use categorias, elas economizam tempo!

Alguns outros, como Dropbox e xMind são bem-vindos, deixa o que preciso ter à mão em qualquer lugar online, e o segundo ajuda a criar brainstorms e organizar pensamentos sobre um projeto.

Flava é meu app multiplataforma para gerenciar meu diário e minha timeline event. Pode ser usado para lembrar de algo que fiz e com quem fiz, por meio de uma foto, vídeo ou hashtag categorizadora. É algo que melhora a memória, segundo um artigo que li uma vez, e uma caixa de tesouro para lembrar de dias de ouro de meses ou até de anos atrás. Vale a pena ter um e, nem que seja apenas 2 vezes por semana, escrever algo para registrar algo que aconteceu na sua vida. Tente!

7. Como seu local de trabalho e área de trabalho parecem?
O físico e o virtual (desktop dos pcs) são basicamente iguais. Sem nada. Só o ícone da lixeira no virtual no canto da dela e abuso dos atalhos de teclado pra abrir documentos, pastas, mandar emails, abrir notas e atalhos diversos. 
Já o físico, é definido por uma norma da empresa: assim que sair da mesa, retirar tudo. Ou seja, você pode escolher sua mesa todos os dias, porque ninguém tem uma mesa própria (cheia de trecos que só geram distrações). Dessa forma, fica legal sentar perto da janela nos dias de inverno e embaixo do ar-condicionado no verão. Brincadeira. Assim, os dias não parecem se repetir, mudo sempre de lugar pra poder estar pertos de diferentes equipes além da minha própria. Com certeza há gente que acha isso louco, mas é bom quando você precisa sentar perto da sua equipe para tirar dúvidas, ou mudar para um canto mais tranquilo para não perder o foco. Trabalhar em pé no balcão do café é meu modo favorito, tem até uns bancos (tipo alto): não dá sono (testado cientificamente e por mim) e faz o brainstorm com duas pessoas fluir mais rápido do que a velha e boa mesa, 3 cadeiras confortáveis e um projetor passando slides por 60 min.

Sente-se onde quiser




8. Qual o melhor truque para economizar tempo no trabalho e no dia-a-dia?
Tempo não é fácil, e todos os dias as pessoas deveriam aproveitar melhor o seu. Eu recomendo e vivo a metodologia GTD (Get things done). É divertida, fácil (depende de como leva) e tem mostrado bons resultados nos últimos 4 meses, desde quando comecei a aplicar. Email, Evernote, Todoist, Pastas, Dropbox, todos moldados e em processo de transformação pra um layout GTD.

A metodologia pode ser usada nos softwares que eu mencionei acima – faltou comentar o Outlook 2013 no trabalho: abuse dos “quick steps”, categorias e atalhos de teclado para economizar, arrastar, clicar e filtrar. Quanto mais simples, mais fácil, e mais vontade dá de usar o método GTD. Com o tempo você vai aprimorando e deixando ele mais do seu jeito. E é claro que eu sou falando coisa simples aqui porque tem livros, artigos e palestras sobre ele por aí. Infelizmente nunca fui, mas o youtube me ajudou muito quando comecei.


9. Como você gerencia sua lista de tarefas?
Todoist é o aplicativo, mas eu gerencio por meio de uma boa INBOX nele mesmo e tudo que lembro que tenho de fazer vai pra lá, e depois, antes de sair pro almoço ou um break, paro, abro o app no computador e ajeito as tags, deadlines, repetições e lembretes para algumas. Com isso, não perco tempo no celular pra pôr detalhes, e vou para o que é mais importante: o que lembrar e fazer.

10. Qual é a sua fortaleza?
Simplicidade. Mineiro, já viu né? Tô brincando, não é essa simplicidade, mas a forma de ver as coisas em bullets points, ao invés de 5 linhas de texto. Deste modo, você pode transmitir ideias mais facilmente. E como já deve saber, o maior problema nas corporações e outros locais de trabalho é a comunicação, então acho que sendo simples, clean e organizado, você leva informações digeridas para as pessoas, e isso até facilita seu processo de memorização.

11. O que você escuta no trabalho?
Sou fã de música clássica e Frank Sinatra para atividades de concentração. Mas também gosto de “Epic Songs” (não sei o nome do estilo, veja o vídeo abaixo para referência) e Joe Satriani pra atividades aonde a criatividade tem que rolar na frente da tela do computador. 

12. O que você está lendo atualmente?
Lolita de Vladimir Nabukov em casa e alguns artigos de Business nos breaks.

13. Você é mais introvertido ou extrovertido?
Extrovertido. Faz parte do trabalho estar frequentemente em contato com muitas pessoas para ter informações e fazer reuniões (1h máx.) para fechar esclarecimentos. Também há os momentos em que prefiro ficar na mesa sozinho e com meus fones de ouvidos pra algo que exige concentração.

14. Como é sua rotina de sono? Dicas?
6-7 horas. Infelizmente tenho sofrido um pouco devido a alteração no fuso horário aqui recentemente.
Dicas básicas: Meditação, antes e depois de dormir. 5 min já é um bom começo, e se eu falar eu uso um app? Sim, uso, e ele me ajuda a concentrar com um sino que toca a cada 4 segundos mais o menos. 
Já fiz um retiro de meditação há uns anos, sim, esse sino, ajuda a melhor a sua meditação.
Fora a meditação, uma cama, travesseiro, lençóis e cobertores que não deixem você morrer de calor ou de frio. 
Algo que me ajudou muito é, excluir o uso de eletronicos 1h antes de dormir. Até mesmo o celular, (YES, YOU CAN!).
Também mudei a lâmpada para luz “cálida”, como aparece na embalagem mexicana. Ela é mais benéfica que a luz branca, e não interfere tanto no seu pré-sono. Mas, o truque que eu descobri e eu vou compartilhar com vocês é o seguinte, não deixe nenhum tipo de luz emitindo durante sua noite de sono. Em outras palavras, eu saí com um pedacinho de fita adesiva preta, e pus no led da televisao, do carregador do celular, do videogame e tudo mais que tinha no meu quarto. Fiquei no escuro absoluto. Foi baseado num artigo que li uma vez e fui tentar, tem funcionado comigo, mas não esqueça de fazer os outros também! 

15. Qual é o melhor conselho profissional que você já recebeu?
Tive muita sorte da gente sempre chegar em mim, conversar sobre o trabalho e seus altos e baixos. Felizmente no meio dessas conversa escutei excelentes conselhos que me serviram para cada fase que estive percorrendo na minha carreira, por isso quando me pedem um conselho diretamente, seja um pouco vago sem ter antecedentes da situação.

Então deixo algo que meu amigo me aconselhou:

Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar…Apesar de todas as consequências.”



16. Há algo mais, que queria adicionar que seja interessante para os leitores?

Para alguns que me conhecem, eu sou apaixonado por livrinhos, canetas e tive até uma coleção de lapiseiras. No entanto nos últimos 3 anos digitalizei minha vida e os cadernos só pegam pó na estante.
Eu praticamente só falei de aplicativos e sobre formas de se organizar. Não nego, eu gosto dessas coisas. Work Smart, Live Smart! 
Isso pode ser assutador de uma forma, já me disseram antes. E há alguns anos eu não era assim, não tinha nada organizado e acabava desperdiçando tempo. Mudar de emprego foi meu renascer pra organização e tem trazido tranquilidade pois você sabe onde que está acontecendo e pode tomar decisões mais rapidamente. Então, se você busca obter a excelência em algo que faz, ser um pouco organizado já é um bom começo.  🙂 

– {Fim} –


Entrevista encerrada. Vi esse tipo de atividade num outro blog gringo e acho que valia a pena trazer pra vocês.

Estou curioso para saber como o resto dos autores vão responder à esta série e também quero saber COMO VOCÊ TRABALHA
Envie seu texto para: geracao1988@gmail.com e aguarde o nosso contato por lá.

Abs
BVF

1 ano de G88 | Uma seleção dos nossos dez melhores textos

Já passa da meia noite, mas essa postagem veio para comemorar. No dia 8/ 12/ 2013 foi publicado nosso primeiro texto. Hoje tenho a missão de trazer os dez textos mais acessados do blog nesse primeiro ano. Uma forma bonita de inaugurar meu cantinho aqui no blog em 2014. Aqui estão eles (clica no título pra ler o texto):
O texto com mais acessos tratava da angústia de uma geração. Foi um texto traduzido e republicado, mas que tinha tudo a ver com a gente porque reflete exatamente o que a gente quer discutir: a nossa geração. 
Em novembro encontramos a polêmica do camarote. Dinheiro, fama, carros importados, a “bebida que pisca” e o famigerado Instagram. Virou piada, virou meme… E serviu para que encarássemos uma verdade inconveniente: em linhas gerais, em nossa sociedade, damos muito valor ao camarote.
Aos vinte e poucos, como seria um bom anfitrião? O que se pode fazer em redes sociais? Como lidar com a tecnologia? Pensamos em 10 questões que retratam a nossa geração.
#4 – 12:18
Nossa tag Arte Minuto foi inaugurada com um texto de ficção. O que fizeram João, Maria, Pedro, Eduarda e tantos outros personagens entre o giro lento do ponteiro dos segundos?
#5 – Y = 88
Carta à geração Y, pensando em nosso nó. O que nos une é o ano de 1988 e as pessoas que nasceram e viveram nesse período pós-ditadura, no final dos anos 80 e no início dos anos 90.
Poema do Arte Minuto. Fiquei pensando em como descrever, mas se quiser um conselho, caro leitor, clique e leia. Apenas.
#7 – BROMELIÁRIO
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é o cenário dessa crônica. E uma francesinha em seu mundo de inocência é a personagem principal: não tem como não amar.
O aplicativo Lulu dividiu opiniões, mas uma coisa é certa: se fez presente em 10 de cada 10 conversas de bar. Olhando além dos cliques e das hashtags, há mais do que um aplicativo.
Parece mentira, mas não é: pesquisas do Google mostram que ainda há quem afirme que lugar de mulher é na cozinha e que mulheres não deveriam ter direitos. O pensamento é medieval e a mudança é lenta. 
Carta para Antônio foi um presente da leitora Alexandra Del’Amore para o Leitor G88. O texto dela é tão bom que mereceu até resposta. Uma linda história de amor entre dois estranhos fictícios: Antônio e Helena.

Imagem encontrada (com toda a sinceridade do mundo) em pesquisa no Google
Bom, aqui estão os dez textos mais lidos nesse primeiro ano. Tenho a missão de agradecer a companhia de todos os cliques, compartilhamentos e comentários. E também a companhia muda daqueles que não se manifestam. Muito obrigada a todos vocês. Seu apoio é fundamental.
Ah… Lembrando que quem quiser participar do Leitor G88 deve enviar o texto pra gente que assim que der ele será lido e apadrinhado por um de nós.

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Um texto que encontrei e reflete a cara da nossa geração. 
******

Esta é a Ana.

 

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.
“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. – Wikipedia
Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.
Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:
Ana está meio infeliz.
Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:
É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.
Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:
Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.
Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:
Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.
Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.
Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.
Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.
Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:
GYPSYs são ferozmente ambiciosos
President1
O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.
Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.
Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.
Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:
Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:
GYPSYs vivem uma ilusão
Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:
Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.
Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:
es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum
De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.
Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.
Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:
Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.
Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.
Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, e expert em GYPSYs, fez uma pesquisa onde conclui que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.
Para aqueles contratando membros da geração Y, Harvey sugere fazer a seguinte pergunta durante uma entrevista de emprego: “Você geralmente se sente superior aos seus colegas de trabalho/faculdade, e se sim, por quê?”. Ele diz que “se o candidato responde sim para a primeira parte mas se enrola com o porquê, talvez haja um senso inflado de grandeza. Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Eles são levados a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que eles são de alguma maneira especiais, mas na maioria das vezes faltam justificativas reais para essa convicção”.
E como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, Ana se econtra aqui:
A extrema ambição de Ana, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.
E a coisa só piora. Além disso tudo, os GYPSYs tem um outro problema, que se aplica a toda sua geração:
GYPSYs estão sendo atormentados
Obviamente, alguns colegas de classe dos pais da Ana, da época do ensino médio ou da faculdade, acabaram sendo mais bem-sucedidos do que eles. E embora eles tenham ouvido falar algo sobre seus colegas de tempos em tempos, através de esporádicas conversas, na maior parte do tempo eles não sabiam realmente o que estava se passando na carreira das outras pessoas.
A Ana, por outro lado, se vê constantemente atormentada por um fenômeno moderno: Compartilhamento de Fotos no Facebook.
As redes sociais criam um mundo para a Ana onde: A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível à todos, B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades, e C) as pessoas que expôe mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.
Então é por isso que Ana está infeliz, ou pelo menos, se sentindo um pouco frustrada e insatisfeita. Na verdade, seu início de carreira provavelmente está indo muito bem, mas mesmo assim, ela se sente desapontada.
Aqui vão meus conselhos para Ana:
1) Continue ferozmente ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para pessoas ambiciosas conseguirem sucesso e realização profissional. O caminho específico ainda pode estar incerto, mas ele vai se acertar com o tempo, apenas entre de cabeça em algo que você goste.
2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, neste momento, você não é especial. Você é outro jovem profissional inexperiente que não tem muito para oferecer ainda. Você pode se tornar especial trabalhando duro por bastante tempo.
3) Ignore todas as outras pessoas. Essa impressão de que o gramado do vizinho sempre é mais verde não é de hoje, mas no mundo da auto-afirmação via redes sociais em que vivemos, o gramado do vizinho parece um campo florido maravilhoso. A verdade é que todas as outras pessoas estão igualmente indecisas, duvidando de si mesmas, e frustradas, assim como você, e se você apenas se dedicar às suas coisas, você nunca terá razão pra invejar os outros.

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