How I Work | Liza Guedes

Olá leitores e amigos.
 
Achei muito bacana esse questionário criado pelo querido Breno Ferreira, apesar de ser difícil descrever as atividades do meu cotidiano, por estar ainda no começo e também por variarem muito no dia-a-dia.

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23/02/2034

Perguntas ao futuro:
As músicas que ritmam os dias atuais trarão, ainda, o mesmo contentamento? A prece será feita com a mesma fé? O entusiasmo mede-se com a idade? É uma escala decrescente que corre em sentido oposto ao número de anos que contamos? Haverá aconchego nos livros, nos poemas, nas cartas e nas palavras de amor? Quanto tempo levamos para esquecer um amor? Quanto tempo levamos para construir um amor? O amor se constrói? Ou é como a felicidade, encontrado nas horas de descuido? Quem realmente fará diferença? Quem refutará as minhas teorias sobre o poder do tempo? A cor preferida ainda será o azul? Ou a desilusão dos dias transformará até a vitalidade das cores? Quando será a hora em que a vida ou a morte cortará o cordão de existência que me une aos meus pais? O que acontece quando morremos? Haverá tempo suficiente para viver? Haverá tempo suficiente para amar? Para dizer que se ama? Quais serão as prioridades daqui a vinte anos? O mundo ainda será tão machista? A vaidade terá corroído todos os valores? Existe a possibilidade de ficar louca? A velocidade dos pensamentos aumenta ou regride com o tempo? Haverá trabalho suficiente? E o dinheiro? Será que vai dar? E o amor que vive em mim? Existirá, ainda, amor em mim? E a água do planeta? E o aquecimento global? E a guerra civil que, na iminência do presente, precede um futuro certo e temeroso? Quantas leis engessadoras da liberdade ainda virão?  Quais drogas serão legalizadas? Quais os reais interesses em cheque nesta luta? Estará o meu amor deitado ao lado, lendo comigo este amontoado de frases desconexas escritas no ócio dominical de uma manhã de 2014? Quantos filhos terei? Terei, eu, filhos? Como eles serão? Serão parecidos comigo? E os seus nomes? Se menina nascer será Lola. Se menino for, eu gosto de Bernardo, de João, de Antônio… Qual será o penteado do momento? Estarei lecionando? Do que vou me arrepender? Daqui a vinte anos, quando ler este mesmo blog, qual a visão que terei de mim mesma? Quais serão as perguntas da vez? Quantas respostas terei encontrado?

Monólogo

Ana era Camila no escritório; 
no ônibus, Tamara; 
no curso, Candinha;
na igreja era Damaris;
na academia, Lilian; 
na doença, Perina; 
na tormenta, Jaqueline; 
cozinhava à moda Marina; 
na TPM sofria como Cacilda;
n
a cama era Antônia; 
na festa, Cecília; 
na esquina, Karina.


No travesseiro não sabia quem era.


Os velhos que sabem

Da série “O que aprendi com meus pais” elenco alguns tópicos. Não que você tenha que aprender com os meus pais. Nem que os meus pais estivessem sempre certos. Nem que eu tenha aprendido tudo que eles me ensinaram. Nada disso. Mas tão somente para fins de reflexão e análise conjunta, vai que, a calhar, você esteja precisando de alguns conselhos e seus pais estejam viajando.

É pública e notória essa coisa da sabedoria dos velhos. Não os velhos idosos, mas os velhos pais, ou até os velhos tios, ou simplesmente velhos, basta ter aproximadamente o dobro da sua idade, é destes velhos que estou falando. Dê-lhes ouvidos.

Eles já viveram mais, já experimentaram mais coisas, já lidaram com muito mais situações e pessoas, boas e ruins. Eles ouviram muito mais “não”, muito mais músicas, apesar de o gosto musical deles algumas vezes ser questionável e aparentemente retrógrado. Já visitaram muitos lugares, enfim, se relacionaram com o mundo e com as pessoas muito mais que nós. O que eu quero dizer é que eles sabem da vida, ou, pelo menos, sabem mais que nós, e nós achamos que sabemos alguma coisa. Soou meio adolescente essa última frase, mas é bem por aí mesmo, já não somos mais adolescentes, então, se enquanto adolescentes achávamos que sabíamos alguma coisa, hoje temos certeza. E é aí que mora o perigo.

Desde que me lembro por gente, sou uma pessoa extremamente teimosa, quem convive comigo sabe bem. Sou durona, não dou o braço a torcer. Sou chata. Não sou mimada, nunca fui. Até ouço a opinião dos outros e, às vezes (raramente), a fim de evitar uma discussão infinita ou a perda de um amigo, finjo concordar. Na grande maioria dos casos eu bato, rebato e esfrego a minha opinião, até vencer o adversário, ou o amigo, dá até nojo da minha cara (eu sei), mas me dá um desconto, vai, eu sou advogada.

Adotando essa postura, ou melhor, assumindo essa personalidade publicamente, já quebrei a cara quatrocentas e lá vão cacetadas de vezes. Mas a culpa não é só minha, é do meu pai também, foi ele que sempre incentivou que eu sustentasse a minha opinião pra quem quer que fosse, pois vivemos em uma democracia e blá blá blá. Tá aí o que deu, sou cria dele.

Mas, justamente por me estabacar demais, tenho esforçado para mudar. Não mudar totalmente, mas ser mais tolerante e analisar mais abertamente as cartas do jogo, isso significa ouvir os outros. Foi daí que comecei a lembrar quantos problemas e dores de cabeça (literalmente) eu poderia ter evitado se tivesse seguido aquele conselho, ido por aquele caminho, evitado aquela pessoa.
Você que vai ler os prenúncios dos meus pais e que também julga ter certeza de muita coisa sobre a vida. Você é um cabeção! Então presta atenção nos conselhos patriarcais e vê se consegue seguir pelos menos alguns deles. Não estão à venda, mas juro que compensa.


1 – Tudo em excesso faz mal

Por melhor que possa parecer, o que abunda atrapalha sim! E, além de atrapalhar, sobra, enjoa e faz mal. Namoro, balada, trabalho, dormir, ócio, vícios, neuras, falar, comer, beber. Até beber água demais faz mal, por aí você já tem uma ideia.

2 – Nada de bom acontece depois das 2h da manhã
 
Se você nunca ouviu essa frase dos seus pais, mas assiste “How I met Your Mother”, você sabe quão verdadeiro é isso. Por melhor que tenha sido aquela noitada, a sua formatura e etc… muitas coisas estranhas acontecem depois das 2h, coisas das quais você pode não se lembrar ou das quais você finge não se lembrar por não se orgulhar. Dormir também é legal! Tá, vai, eu sei que muita coisa legal e engraçada acontece depois das 2h, mas os velhos é quem sabem das coisas.
 
3 – Na hora do aperto, todo mundo some

Essa não é uma regra absoluta. Aliás, nenhuma é. Nem mesmo os pais estão certos todo o tempo. Mas, na maioria das vezes, quando você bater o carro, for parar no hospital, na delegacia, enfrentar uma doença, um tratamento, uma dor, um trauma, uma fossa ou até mesmo uma fila, quem vai estar ao seu lado vai ser a sua família. Nem toda a sua família (não seja otimista), mas só os mais chegados mesmo. Eles vão te carregar, vão te sacudir, vão te medicar, vão fazer comida pra você, te dar na boca se necessário, vão te confortar. Não serei ingrata neste ponto, agradeço aos meus amigos que já me acudiram em encrencas, mas os que eu me lembro presentes nesses tipos de situações são irmãos pra mim, então não conta, não são exceção à regra.

4 – Estude

Que saco ouvir isso, né? Sem comentários…

5 – Trabalhe

“O trabalho dignifica o homem”, todos os pais, até mesmo os atoas, reproduzem essa frase, ainda que com a única intenção de azucrinar a nossa cabeça de vento. Mas é verdade. Eu já estive de “férias prolongadas”, que coisa triste, viu. Por mais dinheiro que você tenha. Por melhores que sejam as suas companhias. Nós, seres humanos, precisamos nos sentir úteis e produtivos. Eu conheço gente rica e eles já me confessaram que só o dinheiro não basta. Buscar o próprio sustento ou de alguma forma, qualquer forma, sentir-se útil, também é uma forma de ser feliz. Sem desmerecer os voluntários, admiro vocês, mas é bom demais ganhar o próprio dinheiro e ter rotina. Vá procurar um emprego!

6 – Não transe ou Use camisinha

Os mais conservadores nada dirão. Os mais otimistas dirão “filinhos não transem”. Os realistas dirão “Usem camisinha”. Os neuróticos lhe darão um pacote de preservativos e colocarão um em cada local, analisando as possíveis situações de necessidade: carteira, bolsa, carro, criado, banheiro, livros (por que não?).

7 – Não fume

Cigarro dá aquela zonzeirinha gostosa (pra quem não é viciado), aquela relaxada, há quem ache charmoso e tudo e tal. Mas, convenhamos, não passa de um grande saco de estricnina dividido em porções paliativas, larga mão disso se você conseguir, ou diminui pelo menos, vai.

8 – Não empreste seu carro

Nem a sua mulher, é claro. Você não quer passar pelo transtorno de cobrar, do seu amigo, o dinheiro que ele não tem, pra pagar o conserto do seu carro que ele bateu. Pois então, faça como o Jaiminho, evite a fadiga.

9 – Não tome bebida alheia

Eu sei que parece coisa de filme, novela, mas vai por mim, acontece na vida real, e não é legal. Nem todos são bonzinhos, existe gente muito covarde e malvada no mundo, assista os noticiários e logo você perceberá.

10 – Não fale sobre os seus projetos antes que se concretizem

Cara, não sei se é inveja, olho gordo, mandinga, trabalho mesmo ou simplesmente uma força do universo tentando provar a sua capacidade de ficar quieto, mas quando você sai por aí falando dos seus planos suas chances de sucesso diminuem em 80%.

11 – Reze/Ore/Mentalize coisas boas

Esse blog é laico. Então seja lá qual for a sua crença, se apegue em algo que sobrepõe o seu plano ou até mesmo o seu entendimento e que te traga paz. Eu faço as minhas orações, às vezes durmo na metade, mas me sinto bem mantendo um relacionamento espiritual, acho essencial. É um conselho que vem da unanimidade dos pais, até dos mais doidões, então não podia deixar de fora.

12 – Aproveite a vida

A nossa vida é dividida em algumas etapas, as quais denominamos fases. Temos a infância, aquela coisa maravilhosa de os outros se preocuparem com o que vamos comer, vestir, com os lugares que frequentaremos e os horário que cumpriremos (aiii que saudade). Daí vem a adolescência, as cartinhas (acho que isso já foi pro espaço), as espinhas (sofrimento), a rebeldia sem causa, as trupes, os trabalhos de escola. Na juventude tem os primeiros relacionamentos, as viagens mais legais, a faculdade, o início de uma carreira. Depois você casa e acaba. Brincadeirinha. Depois você se casa e deve ser muito legal dormir com a mesma pessoa todos os dias, dividir os problemas e as contas, brigar e reatar debaixo do mesmo teto, ter filhos e etc. É lógico que a vida é dinâmica, somos todos diferentes, não exite um roteiro a seguir, mas acho desperdício pular fases sem querer, os pais também acham isso. Tem tanta coisa bacana em cada uma delas, não importa a idade que você ingresse em cada uma, nem as suas escolhas profissionais e afetivas, o que vale mesmo é viver tudo isso. Todos que “pulam” etapas por alguma cagada que fizeram, mais cedo ou mais tarde, se lamentam, ainda que felizes no presente (não sou eu quem diz isso, só pra lembrar, tenho só 23 anos).
 
13 – Desfrute da companhia dos seus familiares

Eu não sou um exemplo neste tópico, pelo menos eu não fui. Saí de casa aos 20 anos com a maior pompa, me achando a independente e tal. Voltei. Só que a diferença é que eu perdi muitos momentos bons ao lado das pessoas que eu mais amo no mundo e quando voltei muita coisa já tinha mudado. A vida é efêmera, lembra? Pois, lembre-se.

14 – Não tenha vergonha de ser quem é

Não importa como você se chama, o que faz pra viver, onde mora, quanto ganha ou se não ganha, o seu gosto musical, sua opção sexual, o que você gosta de fazer, quem são seus amigos ou se você não tem amigos. Mantenha a sua personalidade intacta. Quem finge não é.

15 – Leve um casaco

Esse conselho é tão lindo, né? Pois bem, siga-o. É melhor carregar um peso extra que passar frio, além disso, se você for homem pode rolar aquela oportunidade de fazer uma média com a mulher amada ou desejada, tanto faz, e, se chover, amiga, pelo menos você protege o cabelo e continua linda.

16 – O bonitão é uma furada

Gente, beleza passa, não enche, não preenche, não faz companhia, não faz palhaçada, não traz sossego, não canta no seu ouvido, não te dá conselhos, não afaga, não te dá colo, não te dá ouvidos, não faz caminhada com você, não chora junto. Beleza é SÓ beleza. Tudo bem se você sentir-se atraído pelo mais bonito(a), normal, mas, a não ser que ele(a) te prove que tem outras qualidades, Ctrl+Alt+Del nele(a). Poupe o seu tempo e os seus sentimentos.
 
17 – Use filtro solar

Não, meu pai não é o Pedro Bial. Mas esse negócio de ficar torrando no sol é coisa da galera dos anos 80, né? Eles não sabiam dos malefícios que a exposição solar traz. Nós somos geração 88, poxa, podemos não ter as melhores músicas, mas somos mais conscientes com a nossa saúde. Cuide-se, amiguinho. Você ficará velho de qualquer forma, mas poderá ficar mais bonito e saudável adotando esse hábito simples.
 
18 – Não seja “Maria vai com as outras”

“Você não é todo mundo” (PAIS, Todos os. Introdução à vida paterna. Capítulo I, livro 1, pág. 1. 1ª edição, rev. e amp.) Frase clássica. Não é porque todo mundo vai se jogar no buraco que você vai pular atrás, não seja patético. Eu sei que é difícil enturmar sendo diferente, mas conquiste o seu espaço, não vá nas ideias dos outros, pelo menos não nas ideia de qualquer um, pelo menos não em todas as ideias, pondere as consequências e as suas possibilidades.
 
Só mais três conselhos: leve um remédio de dor de cabeça, guarde dinheiro (difícil, dificílimo) e leia o blog Geração 88.  Não queira ouvir aquela frase deliciosa de se dizer e muito triste de se ouvir: “Eu te avisei!”

Kinder Ouro

O Kinder Ovo é uma iguaria que marcou a Geração 88. Houve tanta aprovação entre os consumidores deste delicioso “pedacinho de céu” que a sua supervalorização foi inevitável e é pauta das conversas que relembram a infância da nossa geração.


Em ato de solidariedade aos menos afortunados, saudosistas do ovo que custava a pechincha de R$ 1,00 mas que, há muito, parece ter sido botado pela galinha dos ovos de ouro, nós, do Geração 88, emprestamos a receita do canal Ana Maria Brog e trazemos para vocês!


É claro que comida é arte, portanto, aprecie o Arte Minuto de hoje.


Bon Appétit!

Ingredientes:

– 170g de chocolate ao leite;

– 170g de chocolate branco;
– 1 colher de café de essência de baunilha;
– 1 pitadinha de sal.