Homenagem G88 | Roberto Gómez Bolaños, o Chaves

Não, definitivamente, não. O obituário não é gênero literário. É um texto qualquer, um informe sobre uma morte qualquer. É menor que a Literatura.

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Mas para que serve a Literatura senão para catalizar a emoção? Sim, a Literatura usa a emoção como matéria prima.
Nesse caso, amigo leitor, creio que podemos usar o obituário como matéria prima da crônica.

É um pesar enorme, uma tristeza. Acabou a vida de Roberto Gómez Bolaños.

Nessa mesma brevidade, e para evitar todos os clichês que virão com ela, digo do nosso tempo.
Roberto Gómez Bolaños não era um parente ou amigo chegado. Era parte de uma memória que, tristemente, percebemos que está ficando remota. É parte de uma infância que, definitivamente, acabou para nós, que já se foi.

Sua morte nos entristece poque nos serve para perceber que nossa infância passou, que já estamos indubitavelmente adultos, e que sequer temos disponível aquele tempo da tarde de folga para largar todas as preocupações, junto da mochila do colégio, para nos ejetarmos da voraz realidade das nossas vidas.

Descanse em paz Roberto

Ricardo Alves de Lima

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